Classificação do choque

► Choque hipovolémico - diminuição do volume de sangue circulante. Pode ser devido a hemorragias externas ou internas, ou a perda de outros de fluidos, como acontece nos queimados ou nos indivíduos gravemente desidratados.
► Choque cardiogénico - Alteração da função de bomba do coração, em que por lesão do miocárdio, este perde a capacidade de bombear a quantidade de sangue suficiente para as necessidades do organismo (EAM, aneurisma ventricular, arritmia grave).
► Choque obstrutivo extra-cardíaco - Neste caso, não há qualquer problema intra-cardíaco, a má irrigação periférica deve-se a uma obstrução que impede o correcto e eficaz enchimento/esvaziamento dos ventrículos. O exemplo mais notório é o tamponamento cardíaco (derrame de líquido que se aloja entre a membrana que reveste o coração e o miocárdio. Este líquido sob pressão funciona como uma carapaça pouco distensível que impede o enchimento ventricular).

► Choque distributivo - Resulta da falha no outro componente regulador da irrigação tecidular, as resistências vasculares periféricas, ou seja, o tonús dos vasos altera-se levando ao aumento do lúmen dos mesmos.
Assim, o mesmo volume de sangue dentro dos vasos passa a estar distribuído por uma área maior, acumulando-se na periferia, o que simula uma hipovolémia que na realidade não existe. O exemplo mais frequente desta situação é o choque séptico (infecção generalizada de todo o organismo que entre outras provoca alteração da dinâmica dos vasos sanguíneos). O choque verificado nas reacções anafiláticas também é explicado pelo mesmo mecanismo. As vítimas de TCE e TVM também podem sofrer de alteração da dinâmica dos vasos, uma vez que o sistema nervoso se encontra afectado - choque neurogénico.

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